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sábado, 20 de agosto de 2016

A canção popular brasileira como fonte para o ensino de história


                                                                                                                                         
CATELLI, Roberto. A canção popular brasileira como fonte para o ensino de história: da Bossa Nova à música de protesto.IN: _____. Temas e linguagens da história: ferramentas para sala de aula no ensino médio. São Paulo: Scipione, 2009. p. 133-151.


No livro Temas e linguagens da história Roberto Catelli exemplifica algumas ferramentas a serem usadas em sala de aula pelo professor de História, e no capítulo  A canção popular brasileira como fonte para o ensino de história: da Bossa Nova à música de protesto ele procura demonstrar como é possível trabalhar a música popular brasileira como fonte histórica na sala de aula. Segundo ele é uma forma de "despertar no aluno outras formas de conhecer, interpretar e sentir". Para exemplificar ele utiliza canções do período em que o Brasil era governado por militares (1950-1960), além de diferenciar os diferentes estilos musicais da época.
Após o triunfo na Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos se tornaram uma liderança mundial, e passaram a influenciar o mundo de diversas maneiras, inclusive através de sua cultura. Na década de 1950, a música estadunidense chamou a atenção com a explosão de estrelas do rock, entre elas Elvis Presley. Essa "cultura do rock" também se espalhou no Brasil, porém, muitos ainda preferiam o samba e o jazz. Tom Jobim, Vinicius de Moraes e João Gilberto são algumas figuras da música brasileira que se destacam nesse momento, inclusive os mesmos são considerados os "pais" de outro estilo musical criado nessa época: a Bossa Nova.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

A conquista Espanhola e a colonização da América


ELLIOT, John H. A conquista Espanhola e a Colonização da América. In: Leslie Bethell (ed.). História da América Latina, vol. I: América Latina Colonial. São Paulo/Brasília: EDUSP/Fundação Alexandre de Gusmão, 1997 (1984), pp. 135-194.

                                                 

O capítulo em destaque é parte do livro História da América Latina, vol. I: América Latina Colonial de John Elliot e faz  uma análise da conquista espanhola das Índias, problematizando as razões da vitória ibérica. O texto é dividido em quatro tópicos onde o autor apresenta os antecedentes da conquista, o padrão das ilhas, a organização e o avanço da conquista, e sua consolidação. Ao longo do texto, o autor expõe alguns motivos que poderiam justificar o êxito ibérico.
No primeiro tópico, Elliot apresenta o contexto da Europa antes da conquista, que ainda sofria crises econômicas e sociais causadas pelas devastações da Peste Negra, e estava bloqueada nas fronteiras orientais, tornando a oferta de mão de obra pequena e fazendo com que as rendas da aristocracia decaíssem. Sendo assim, o autor diz que o movimento expansionista dos ibéricos no século XV foi um reflexo dessas aspirações europeias, onde a nobreza procurava no ultramar novas terras, e consequentemente, novas fontes de riqueza. Essas ambições ultramarinas levaram ao aperfeiçoamento das técnicas de navegação, e criação de novas ferramentas como a bússola, o quadrante e o astrolábio. O autor também coloca em destaque as pretensões de Castela, dando uma justificação moral para a conquista e a colonização, que seria a catequização.

A sensibilidade estética medieval


ECO, Humberto. A sensibilidade estética medieval. IN:_____.  Arte e beleza na estética medieval. Rio de Janeiro: Record, 2010. P. 17-42.



        Umberto Eco é um escritor, filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo italiano de fama internacional. É titular da cadeira de Semiótica (aposentado) e diretor da Escola Superior de ciências humanas na Universidade de Bolonha. Ensinou temporariamente em Yale, na Universidade Columbia, em Harvard, Collège de France e Universidade de Toronto. Colaborador em diversos periódicos acadêmicos, dentre eles colunista da revista semanal italiana L'Espresso, na qual escreve sobre uma infinidade de temas. Eco é, ainda, notório escritor de romances, entre os quais O nome da rosa e O pêndulo de Foucault.
       O capítulo "A sensibilidade estética medieval" é dividido em quatro tópicos onde o autor discute a arte e a beleza na Estética medieval. No primeiro tópico o autor fala sobre os interesses estéticos medievais e sua originalidade. Ele destaca o fato de o olhar medieval ser voltado para a antiguidade clássica. Fala da sensibilidade na estética das obras, e ainda aborda a forma como os sistemas doutrinais procuravam não desviar a atenção espiritual para o sensível.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O imaginário popular na época dos descobrimentos quinhentistas


PESTANA, Fábio. O imaginário popular na época dos descobrimentos quinhentistas: da terra plana ao mundo esférico. Para entender a história..., ano 1, p. 1-16, Nov. 2010.
           
                                                                                               

Fábio Pestana Ramos Possui Bacharelado e Licenciatura Plena em Filosofia pela Universidade de São Paulo, MBA em Gestão de Pessoas e Doutorado em Ciências (História Social) pela USP. Já atuou como docente no curso de história da PUC de Campinas, Fundação Santo André Faculdades Associadas Campos Sales e como professor titular na Uniban.
 O autor discute a questão do imaginário popular quinhentista, como um fator que tanto estimulou como tardou o descobrimento de novas terras.  O texto se divide em 4 tópicos que facilitam a ordem e compreensão dos acontecimentos.
 No primeiro tópico, o autor debate sobre a existência da América já ser conhecida antes de Colombo, porém, ele deixa claro que essas informações eram restritas apenas para alguns letrados e a nobreza.

África entre os séculos VII E XI: cinco séculos formadores



RESUMO

A África conhecida por todos hoje é resultado de mudanças ocorridas entre os séculos VII e XI. Esses séculos são considerados formadores por que as transformações ocorridas durante esse período afetaram a África em seus aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais. Esse artigo objetiva explanar de forma clara quais foram essas transformações, e de que forma elas influenciaram na formação da África.
Palavras-chave: História. África. Transformações. 


1 INTRODUÇÃO

          Durante muito tempo a história da África foi negligenciada pelo Ocidente. Acreditava-se que não havia obras suficientes para a abordagem da história desse continente. A ausência de fonte histórica escrita não impediu a construção da história da África, a oralidade que é a tradição viva da África, muito ajudou na elaboração de livros. A história transmitida pelos tradicionalistas através da